A relação de uma mulher com seus lençóis

Eis que me encontrava entre meus lençóis, envolta somente por um mosquiteiro velho e esburacado e minhas roupas giravam em torno de uma calcinha surrada e preta e uma camisa também escura, já meio esbranquiçada. Conversava com “ele”, a tentativa de amizade eterna mais sensual e improvável que poderia ter. As conversas eram sobre baboseiras de militares, ordem e progresso. Achei que naquele contexto cabia uma pergunta/certeza que se instalou em minha mente: policiais poderiam fazer turnos particulares dependendo de pagamentos de certas quantias de dinheiro?

Ao ter a minha resposta, curta e despretensiosa demais para a intenção maliciosa envolvida na pergunta, resolvi fazer mais afirmações em torno daquele assunto. Dessa vez, o imaginei com a farda de policial bem próximo a mim, sussurrando qualquer tipo de promiscuidade e sacanagem que poderia imaginar. Não precisaria nem me tocar, as palavras já me faziam entrar em um estado de loucura intensa. Tinha certeza de que naquele momento, ele sabia exatamente o estado caótico em que me encontrava entre aqueles panos: os lençóis e a calcinha.

Eu precisava realmente daqueles lábios e daquelas mãos. Enquanto delirava sobre a cama e a cabeça desenhava todos os tipos de imagens e situações possíveis em que eu poderia simplesmente sentir seus dedos deslizando e puxando de leve os meus cabelos, comecei a direcionar meus dedos lentamente sobre a minha barriga, mas antes de chegar ao destino esperado, decidi dar mais vivacidade, decidi fazer com que suas mãos realmente aparecessem ali. As mãos deslizaram lentamente sobre minha bunda, apalpando, agredindo como da última vez, além de simular o mesmo passar de unhas sobre a pele. Furiosamente, tirei as mãos do local e levei até os cabelos, puxando-os desesperadamente, em uma tentativa frustrada de conseguir sentir seus puxões.

Meticulosamente, comecei a acariciar minha boceta por cima da calcinha mesmo, somente para sentir os primeiros sinais do orgasmo próximo e tão esperado. Após esse primeiro momento, deslizei o pedaço de pano sofridamente sobre minhas pernas e com o auxílio delas. Enquanto iam me ajudando, o impacto entre as duas umas na outra intensificava ainda mais a umidade em minha vagina. Tudo me excitava naquele momento, o mais simples movimento era capaz de me deixar mais molhada instantaneamente.

Comecei então a movimentar os dedos em meu clitóris. Já estava tão bem excitada que não precisaria de muito para chegar ao orgasmo. Mas eu resolvi controlar e materializar a figura dele me chupando e deslizando sua língua quente e molhada por toda a extensão de minha vagina. Eu não tinha chegado até essa parte com ele, mas imaginava que sexo oral tivesse todos esses movimentos e se não tivesse, desejasse que fossem feitos desesperadamente. Imaginei-o segurando fortemente minhas coxas e aumentando ainda mais a intensidade da língua e chupasse com cada vez mais força. Os gemidos e sussurros manhosos e sôfregos saiam sem o devido controle e noção. Arrepiava-me ao falar seu nome baixinho, em uma tentativa de que ouvisse o quanto estava entregue mesmo naquela situação que sempre era tão comum pra mim. Os movimentos circulares e compassados que eu fazia ganhavam cada vez mais velocidade, os gemidos aumentavam e o orgasmo chegaria a qualquer momento.

O orgasmo explodiu em desespero sobre meu corpo de tal forma que a sensação perdurou por ainda mais tempo. Os lábios tremiam fortemente e minhas pernas ainda se encontravam teimosamente abertas, os pelos do meu corpo estavam ainda eriçados, minha respiração ainda descompensada e minha mente nublada pela exaustão e satisfação. Se tinha alguma pessoa que eu odiava naquele momento era aquele bastardo. Como ele ousava entrar na minha cabeça e me fazer imaginar sua glande esfregando em toda minha vagina? Como aquele babaca poderia me fazer suspirar somente com suas unhas arranhando minha pele? Como ele se atrevia a me fazer implorar pelos seus dentes arrancando cada pedacinho de mim? Como ele se atrevia a me fazer chamar por seu ridículo nome como uma cachorrinha prontamente disposta a chupar aquele corpo idiota inteirinho? Como ele conseguia me fazer implorar pra ser chamada de puta somente em mensagens trocadas? Essas perguntas rondavam a minha cabeça depois do orgasmo recentemente sentido e quanto mais pensava sobre as inúmeras possibilidades e questionamento, começava mais uma seção de masturbação. Minhas pernas eram esfregadas rudemente uma na outra, minha boceta pulsava ainda mais…

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